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domingo, 4 de novembro de 2012


O que os amigos querem?

Querem que a gente os chame no bate-papo, depois num querem mais...
Querem que a gente os convide para visitar nossa casa, depois num querem mais...
Querem que a gente se a gente se preocupe com eles, depois num querem mais...
Querem que a gente os ajude, depois num querem mais...
Querem que a gente se faça presente, depois num querem mais...
Querem que a gente os visite, depois num querem mais...
Querem que a gente por perto, depois num querem mais...
Querem que a gente os dê atenção, depois num querem mais...
Querem que a gente a nossa amizade, depois num querem mais...
ME RESPONDAM, O QUE OS AMIGOS QUEREM??
Começo acreditar que nem eles mesmos sabem o que querem! Mas eles vão ter que me dizer porque eu já estou cansada de tentar adivinhar!!

sábado, 14 de janeiro de 2012

O Passado não Perdoa

Manhã de sábado, o alarme do relógio soa anunciando a hora de acordar. De repente sinto uma maratona de lembranças se aproximando. As lembranças de um tempo vivido, de um tempo esquecido. E o que fazer? Deixá-las vim à tona ou oculta-las por fazerem parte do passado?
Sim, o melhor era deixá-las vim à tona, viajar no tempo nem que fosse só por um segundo. Como pude me esquecer de tudo isso? E os amigos deixados para trás? para onde foram? E os sonhos construídos juntos? para onde foram?  As alegrias compartilhadas? Terá tudo isso sido somente momentâneo?
Não, com certeza partiu de mim a decisão de abandoná-los num cantinho da memória, na estação do esquecimento. Que covarde e terrível atitude! Mas não posso voltar atrás e fazer uma nova história, não posso apagar com uma borracha o que foi feito. O que fazer?
Penso desesperadamente em uma solução que alivie a minha culpa e o meu sofrimento. Somente agora percebo que fui engolida pela correria traiçoeira do meu dia-a-dia, e pela minha constante busca  pelo sucesso ditada pela sociedade moderna. Mas que sucesso é esse que distancia cada vez mais os seres humanos? Um sucesso que ofusca a beleza de uma amizade? A pureza e a simplicidade de um gesto de carinho? De uma conversa sem interesses?
Por quê? Agora me pergunto o motivo que me levou a buscar um sucesso que não visa à felicidade, é inútil, não encontro explicações, não há fundamentos que justifiquem a minha posição.  Há tanto tinha me esquecido o verdadeiro sentido da felicidade, a felicidade é construída nas pequenas coisas do dia-a-dia, nas coisas simples da vida, a felicidade é para ser dividida com a família, com os amigos e ate mesmo com os desconhecidos.
Só me resta uma saída: viver o presente com base no passado projetando o futuro, somente assim terei a chance de não cometer novamente os mesmos erros, de não me iludir com o sucesso momentâneo, de não deixar esquecidos em uma estação quem eu deveria levar por uma vida toda: os amigos! Isso porque apreendi que o passado não perdoa, ele não te concede uma segunda chance, ele é o que é, e você não pode mudá-lo, apenas aceita-lo.

Obs:Todos os direitos protegidos por lei. É  vedado qualquer tipo de cópia, plágio ou reprodução desse conteúdo sem a autorização da Autora:Flávia Valadares.